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Kurt Schwitters

Kurt Hermann Eduard Karl Julius Schwitters

Kurt Schwitters

Kurt Hermann Eduard Karl Julius Schwitters

Kurt Schwitters, Hannover, Alemanha 20 de junho de 1887 - Ambleside, Reino Unido, 8 de janeiro de 1948) foi um artista plástico, poeta, pintor e escultor alemão, além de ter se aventurado por outras artes. Conhecido do grande público atualmente, principalmente, por suas colagens, foi, no entanto, um multi-artista que inventou a arte de instalações artísticas e precursor da chamada Nova Tipografia. Suas inovações iriam, definitivamente, conduzir muito da arte dos século XX e início do XXI e, através de sua influência na Bauhaus, definir novos rumos para o design publicitário.

Tendo estudado artes aplicadas em Hannover e Dresden (Dresda), forma-se em pintura e artes plásticas na Academia de Arte de Dresden (Dresda) (1909-1914). Estudando arquitetura por um breve tempo em Hannover, durante a I Guerra Mundial, teve contato com o grupo expressionista da revista Der Sturm (A Tempestade)em 1917. Através desta revista tomou conhecimento das vanguardas cubista, dadaísta, futurista, além da própria expressionista. Este contato moldou a sua arte posterior, antes mais tradicional, sendo sua pintura naturalista e impressionista e sua poesia neo-romântica até então.

Kurt Schwitters foi próximo do Movimento dadaísta, embora não sendo um dadaísta e não sendo aceito pelos dadaístas como tal, visto que sua arte ia além do niilismo, atingindo uma faceta construtivista. Neste aspecto construtivista, ou positivo, foi declaradamente influenciado pelo construtivismo russo e pelo neoplasticismo holandês, principalmente por Theo Van Doesburg e El Lissitzky, que se tornaram seus amigos em 1923, através de um intercâmbio estabelecido pelos três com a Bauhaus . Logo após seu contato com os artistas de "A Tempestade", os artistas do grupo Dadá o incentivam a produzir as suas primeiras colagens.

Entre 1922 e 1932, publica a revista Merz. O título da publicação é uma palavra criada por ele, derivando da palavra "comércio" (Kommerz)em alemão, com um significado pessoal de "obra de arte total". Merz também era o nome que o artista dava às suas obras, sem diferenciar se eram poemas, colagens, etc. A necessidade de dar um nome ao seu trabalho nasceu da não identificação completa com nenhuma das vanguardas da época e transformou Merz em uma espécie de "movimento de um homem só". Para Schwitters, a arte estava em tudo, até mesmo no comércio. Pode-se dizer que ele trabalhava muito com aquilo que se chama "lixo cultural", elevando-o ao status de obra de arte. Segundo Haroldo de Campos, sua obra poética tem conexões formais com a, posterior, obra de e.e. cummings e com os mais arrojados trabalhos de James Joyce, quando se toma como exemplo poemas como "An Anne Blume" (Para Ana Flor), publicado em 1920 e causador de muita polêmica na imprensa, tendo sido copiado por muitas pessoas e colado nos postes pelas ruas de cidades alemãs. Pode-se entender esta parte do trabalho poético de Schwitters como um trabalho de "reciclagem", transformando, por exemplo, frases feitas, expressões idiomáticas, slogans, etc, através de uma espécie de "colagem de palavras", em arte, não sendo uma reciclagem daquilo que antes das vanguardas se julgava artístico . No seu trabalho em artes plásticas, foi coerente com o propósito de tais poemas, usando os mais variados detritos como cacos de vidro, jornais, ferros velhos, etc, para compô-lo, especialmente suas famosa colagens iniciadas na época da aproximação com os dadaístas. Desejava com sua Merz art, "criar relacionamentos entre as coisas do mundo". Outra parte de sua produção poética trabalha efeitos ótico-acústicos, como em "Ursonate", onde o poeta cria um esboço de sintaxe espacial e busca sons primordiais, associações sonoras que resolvam-se em idéias e imagens verbais ainda não transformadas em palavras, trabalhando elementos fonéticos da língua de forma semelhante ao trabalho de e.e. cummings (sendo que este transforma ruídos como balbuciações, sibilos, sussurros, etc, em palavras logicamente ordenadas, diferentemente de Schwitters, que apenas os usa como elemento de organização de um poema pré-lógico, embora buscando uma aproximação sonora com a língua falada).

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